
A rede de transporte de eletricidade: as autoestradas da energia na Europa
Em resumo: a rede de transporte leva a eletricidade, em muito alta tensão, das centrais até às redes das cidades e através das fronteiras. Em cada país, uma empresa, o operador da rede de transporte, gere-a.

Esta é a Parte 3 da série. Já vimos a produção; agora vamos ver como a energia viaja.
As autoestradas da eletricidade
As centrais estão muitas vezes longe das cidades. Para a energia chegar lá sem se perder pelo caminho, usa-se a rede de transporte, que funciona em muito alta tensão. É como uma autoestrada: leva muita energia, depressa e a grandes distâncias. As linhas atravessam também fronteiras, por isso um país pode enviar energia aos vizinhos e recebê-la quando precisa.
Quem gere a rede?
Em Portugal, o operador da rede de transporte é a REN – Rede Elétrica Nacional; em Espanha é a Red Eléctrica, em França a RTE, em Itália a Terna e na Roménia a Transelectrica. Estes operadores planeiam a rede com muitos anos de antecedência, garantem que está pronta para novos consumos e nova produção, sobretudo renovável, e cooperam através da rede europeia ENTSO-E.
O equilíbrio em tempo real
Como a eletricidade é difícil de guardar, o que se produz tem de ser igual ao que se consome em cada instante. O operador acompanha tudo em tempo real e decide que centrais entram ou saem, para que haja energia nas horas de muito consumo (as "horas de ponta") e nas de pouco consumo (as "horas de vazio").
Isto afeta a minha fatura?
Sim, indiretamente: o uso das redes tem um custo, que faz parte da sua fatura. Vemos como na Parte 7. Antes disso, falta conhecer a rede de distribuição, que leva a energia até à sua rua.