
De onde vem a eletricidade? A produção na UE explicada
Em resumo: a eletricidade pode ser feita com o sol, o vento, a água, o gás natural, a biomassa ou a energia nuclear. Cada país da UE tem o seu mix e as renováveis crescem depressa.

Esta é a Parte 2 da série sobre o mercado de eletricidade. Aqui vemos de onde ela vem.
As principais fontes de energia
- Solar: painéis fotovoltaicos transformam a luz do sol em eletricidade.
- Eólica: o vento faz rodar as pás de grandes turbinas, em terra ou no mar.
- Hídrica: a água de rios e barragens faz girar máquinas chamadas turbinas.
- Térmica: queima-se gás natural, biomassa ou outros combustíveis para fazer calor e, com ele, eletricidade.
- Nuclear: o calor libertado ao dividir átomos faz vapor que move uma turbina. Alguns países da UE usam-na, outros não; em Portugal não existem centrais nucleares.
- Armazenamento: baterias e outros sistemas guardam energia para usar mais tarde.
As renováveis estão a ganhar terreno
Segundo a Comissão Europeia, as renováveis, sobretudo solar e eólica, representaram 49,9 % do consumo bruto de eletricidade da UE em 2025, e espera-se que passem os 60 % até 2030. O sol e o vento vão e vêm, por isso o sistema precisa também de armazenamento, centrais flexíveis e consumidores que consigam usar mais ou menos energia nos momentos certos.
Quem produz e como se vende?
A produção está aberta à concorrência. Os produtores vendem a energia num mercado grossista, onde os comercializadores a compram para depois a vender aos clientes. Explicamos esse mercado na Parte 6.
E se eu quiser produzir a minha própria energia?
Pode! Chama-se autoconsumo: instala painéis solares no telhado e usa a energia que eles produzem. Quando produz mais do que gasta, normalmente pode injetar o excedente na rede, nas condições do seu país. É uma forma de reduzir a fatura e de usar energia mais limpa.
Seja qual for a origem, a eletricidade que chega à sua tomada é igual. O que muda é como foi produzida e quanto custou a produzir.